Paulo em Filipos
Na segunda viagem missionária, depois que Timóteo se juntou à equipe, Paulo e seus companheiros foram impedidos pelo Espírito Santo de continuar viajando pela Ásia Menor. Em uma visão, Paulo contemplou um homem suplicando: “Passe à Macedônia e ajude-nos”. Sem hesitar, eles se dirigiram ao porto mais próximo, embarcaram e cruzaram o mar Egeu até Neápolis. No entanto, em vez de evangelizar esse lugar, seguiram para Filipos (At 16:6, 9). Lucas se juntou ao grupo em Trôade, conforme indica o uso da palavra "fomos" (At 16:11).
Paulo planejava suas missões de modo estratégico. Filipos era a “principal cidade” do distrito da Macedônia (At 16:12, NVI). Era uma das mais prestigiadas do Império Romano, tendo recebido o status de Ius Italicum (“direito itálico”), o mais alto reconhecimento que uma cidade obtinha. Isso significava que seus habitantes tinham os mesmos direitos que as pessoas nascidas na Itália, incluindo isenção de impostos sobre terras e impostos pessoais. Além disso, qualquer pessoa nascida nesse local recebia automaticamente a cidadania romana. Filipos era um ponto-chave na Via Egnácia, a principal estrada que ligava Roma ao Oriente. Estabelecer uma comunidade cristã nessa cidade facilitaria a propagação do evangelho para localidades próximas, como Anfípolis, Apolônia, Tessalônica e Bereia (At 17:1, 10).
Curiosamente, a língua oficial de Filipos na época dos apóstolos era o latim, como demonstrado por muitas inscrições que existem nessa língua. Em Filipenses 4:15, Paulo se dirigiu aos seus leitores usando um adjetivo com sonoridade latina, philipp?sioi (“filipenses”), possivelmente em reconhecimento à condição especial da cidade no império. No entanto, o grego era o idioma mais comum nos mercados e na região, sendo a principal língua usada para pregar o evangelho. Paulo e sua equipe participaram de uma reunião de oração às margens do rio, onde Lídia e sua família se converteram (At 16:13-15). Sendo “vendedora de púrpura”, ela deve ter sido uma das apoiadoras financeiras do ministério de Paulo em Filipos. Depois, a prisão de Paulo e Silas influenciou a conversão de outra família, a do carcereiro.
O Espírito Santo guiou Paulo a Filipos porque sabia que a cidade seria um ponto estratégico para a expansão do evangelho na Europa, apesar das perseguições que viriam. Por mais cruel que seja, a perseguição, em algumas circunstâncias, pode abrir oportunidades para que o evangelho alcance pessoas que, de outra forma, talvez nunca o ouviriam.
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