Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo
Filipenses e Colossenses são conhecidas como “Cartas da Prisão”, porque foram escritas enquanto Paulo estava encarcerado; Efésios e Filemom pertencem ao mesmo grupo de livros. A maioria dos estudiosos acredita que essas cartas foram escritas enquanto Paulo estava em Roma, por volta dos anos 60 a 62 d.C. (veja At 28:16).
1. Leia Efésios 3:1 e Filemom 1. Como Paulo descreveu sua prisão? Qual era a importância disso para sua missão?
Paulo dedicou a vida ao serviço de Jesus Cristo. Se esse serviço incluía ser preso, ele estava preparado. O apóstolo se descreve como um “embaixador em cadeias” (Ef 6:20). Ele havia realizado viagens missionárias, estabelecido igrejas e treinado obreiros para o Senhor. Ele poderia ter se perguntado: “Por que estou aqui, quando poderia fazer muito mais sem essas correntes?” Quando estava preso pela segunda vez, em Roma, Paulo escreveu 2 Timóteo, que é considerada uma Epístola Pastoral. Portanto, pelo menos cinco livros do NT foram escritos enquanto ele estava na prisão.
Em nenhuma dessas cartas, Paulo menciona exatamente onde estava preso. Por isso, alguns sugerem que tenha sido em Éfeso ou Cesareia. No entanto, não há evidências bíblicas de que ele tenha sido preso em Éfeso. Cesareia poderia ser uma possibilidade mais viável, mas não havia nenhuma ameaça à vida de Paulo nessa cidade. Porém, quando a Carta aos Filipenses foi escrita, claramente havia essa ameaça (veja Fp 1:20; 2:17).
Essa carta dá outras pistas sobre o local em que Paulo estava preso. Em primeiro lugar, ele menciona um “pretório”, que pode se referir à residência oficial do governador de uma província, como a de Jerusalém, onde Jesus foi interrogado por Pilatos (Mt 27:27; Jo 18:33), ou a de Cesareia, onde Paulo esteve preso (At 23:35). Contudo, Paulo usou esse termo para se referir a um grupo de pessoas, não a um local. Ele disse que “toda a guarda pretoriana” passou a conhecer o evangelho (Fp 1:13). Em Roma, essa guarda era formada por soldados de elite, chegando a 14 mil pessoas que protegiam o imperador e guardavam seus prisioneiros.
Segundo, Paulo também enviou saudações dos crentes que estavam na “casa de César” (Fp 4:22), indicando que ele estava preso em Roma, em contato com os que serviam no palácio imperial.
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